domingo, 21 de fevereiro de 2016

As Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino*


As Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino*


O advento das tecnologias causou significativas alterações nas relações sociais.
Atualmente, vivemos no que muitos estudiosos denominam de Sociedade da Informação é, neste
contexto que a Educação a Distância (EAD) cada vez mais ganha destaque no âmbito educacional. É neste cenário, que se percebe que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) atuam de maneira benéfica no processo de ensino/aprendizagem e possibilitam significativas alterações no que se refere as questões Pedagógicas.
Assim sendo, cada vez mais os ambientes educacionais detetam a importância das TICs no processo de obtenção do conhecimento.
E justamente para atender as novas exigências e necessidades dos discentes, o professor deve estar preparado e, além disso, não só transmitir o conhecimento de forma mecânica e passiva, mas permitir uma maior interação com os alunos e perceber que a troca de informação e conhecimento não é realizada somente de maneira unilateral.
Dessa forma, é imprescindível verificar  se que o ideal é que o docente desenvolva novas habilidades e competências. Uma cultura tecnológica de base também é necessária para pensar as relações entre a evolução dos instrumentos (informática e hipermídia), as competências intelectuais e a relação com o saber que a escola pretende formar. Pelo menos sob esse ângulo, as novas tecnologias não poderiam ser indiferentes a nenhum professor, por modificarem as maneiras de viver, de se divertir, de se informar, de trabalhar e pensar. Tal evolução afeta, portanto, as situações que os alunos enfrentam e enfrentarão, nas quais eles pretensamente mobilizam e mobilizarão o que aprenderam na escola.

 (PERRENOUD, p. 138-139, 2000)
Autor : Livia Lima Lessa
Co-autor: Alexandre Menesses Chagas


*Não é o título original

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A Regulação e a Avaliação dos Sistemas Educativos


A Regulação e a Avaliação dos Sistemas Educativos

Quero também deixar aqui a minha opinião sobre o tema embora tardiamente, isto é no fim da discussão.
Para tal gostaria antes de mais deixar a definição de cada um dos principais termos da questão:
a) a regulação:
 Em sentido geral, regulação é o conjunto de técnicas ou ações que, ao serem aplicadas a um processo, dispositivo, máquina, organização ou sistema, permitem alcançar a estabilidade de, ou a conformidade continuada a, um comportamento previamente definido e almejado.
Esta definição pode se aplicar ao campo da educação podendo significar:
-definir regras,
- introduzir normas,
- harmonizar procedimentos, formas de gestão e da avaliação,
- pôr termo a possíveis anarquias,

No caso dos sistemas centralizados onde aja necessidade de descentralização:
-delegar poderes (desfazer-se de certos poderes por parte do Ministério da tutela)
-dar mais autonomia e podres aos atores de outros níveis de decisão, como professores, pais, alunos, autarquias na tomada de decisões sobre a vida das escolas.
Mas não devemos entender a regulação como imposição de regras, mas sim, deve ser entendida como forma de tornar a Administração do sistema mais leve, menos burocrática com partilha de poderes dentro dos limites fixados pela lei. Tudo à imagem do sistema político vigente.

Segundo João Barroso, a regulação ajuda a manter o equilíbrio de qualquer sistema (físico e social) e está associado aos processos de retroação (positiva ou negativa). É ela que permite ao sistema, através dos seus órgãos reguladores, identificar as perturbações, analisar e tratar as tratar as informações relativas a um estado de desequilíbrio e transmitir um conjunto de ordens coerentes a um ou vários dos seus órgãos executores.

O Bettencourt (2004, p.53) não tem o mesmo entendimento. Para ele, a regulação não assegura nem a harmonia, nem a estabilização rigorosa, nem a optimização, porque a elaboração e a aplicação de regras é uma disputa social e dá lugar a conflitos quer abertos e violentos, quer instituídos quer escondidos.

Gostaria de discutir um pouco da opinião do Bettencourt para dizer que os conflitos surgem sempre que os sistemas não conseguem dar respostas aos problemas. São salutar as vezes porque podem levar a melhorias ou mesmo à mudanças.
 Por isso regulação teria já o seu mérito se ela inscrever neste âmbito e provocar melhorias ou mudanças no sistema que regula.
Por outro lado, não podemos ter sistemas desregulados, onde tudo pode acontecer, cada qual faz o que quiser, como quiser, pois a falta de regras a isso conduz.

Onde fica o estado em tudo isso?

Segundo Lessar, Brassard & Lussignan, (conclusões de um estudo sobre as tendências evolutivas das políticas educativas no Canada, Estados Unidos, França e Reino Unido);
O  Estado não se retira da educação. Ele adopta um novo papel, o do Estado regulador e avaliador que define as grandes orientações e os alvos a atingir, ao mesmo tempo que monta um sistema de monitorização e de avaliação para saber se os resultados desejados foram, ou não, alcançados.Se, por um lado, ele continua a investir uma parte considerável do seu orçamento em educação, por outro, ele abandona parcialmente a organização e a gestão quotidiana, funções que transfere para os níveis intermediários e locais, em parceria e concorrência com actores privados desejosos de assumirem uma parte significativa do “mercado” educativo.

b) a avaliação

Das várias definições que podemos ter da avaliação, transcrevo a de GOLIAS e de PILETTII respetivamente:
Para GOLIAS (1995; p90) a avaliação é "entendida como um processo dinâmico, continuo e sistemático que acompanha o desenrolar do ato educativo".
"avaliação é um processo contínuo de pesquisas que visa a interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento dos alunos, propostas nos objetivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas de planificação do trabalho e da escola como um todo" PILETTII (1986; p190)
Mas avaliação não se restringe só ao nível do ensino e aprendizagem. Ela pode ser feita para avaliar o desempenho das instituições.

A avaliação pode ser ligada ao controlo, a supervisão porque depois de regular o sistema, urge de tempo em tempo aliá-lo para verificar se as medidas adotadass deram resultados positivos ou não, tanto a nível do processo educativo como em gestão do pessoal e das estruturas físicas.
Esta avaliação  pode ser diferente de sistema para sistema. Se como afirmou Durkheim “ Existem tantos sistemas de Educação quanto as sociedades” os sistemas de avaliação não poderão ser também tão semelhantes.

A profunda singularidade dos sistemas educativos nacionais – nível de centralização,grau de autonomia concedido aos estabelecimentos ou valores fundamentais da escola – condiciona as formas tomadas por sua avaliação, que apresenta uma grande diversidade tanto no plano institucional quanto naquele das modalidades práticas instauradas. Esquematizando em excesso, podemos distinguir três modelos.

Em França, por exemplo, o projecto de escola é avaliado pelo corpo inspetivo, enquanto os dirigentes das escolas são avaliados pelas autoridades académicas (reitores e inspectores de academia) e a avaliação da gestão dos recursos é feita pelos tribunais de contas regionais. A avaliação  dos  alunos está ainda a cargo do Ministério da educação. Na Dinamarca ou na Suécia, os municípios são os principais responsáveis pela avaliação, embora no segundo caso se verifique uma progressiva intervenção da Agência Nacional para a Educação.


Algumas passagens das intervenções dos colegas
Por outro lado, o termo “Regulação”nas discussões teóricas sobre a nova configuração do Estado, as reformas empreendidas nos sistemas educativos,as politicas públicas voltadas à educação. Foi a partir da decáda de 1990;começou a verificar-se que não havia como prescindir o debate em torno da regulação das politicas educativas dada a sua importância no cenário de mudanças;com vista a compreender o sentido do termo regulação aplicado à educação na intenção de aprender as intrincadas relações,perspectivas,contradições e possibilidades de análise que apresenta.Ou seja,passa necessariamente em compreender as alterações nas politicas públicas ,na nova configuração da gestão educacional nas reformas empreendidas nos sistemas de ensino à luz de um novo modo de regulação condicionado também por alterações  e transformações epistemológicas,sociais,económicas e culturais.
Castro Balão
Em contexto educativo, a regulação, por estar associada as normas jurídicas, não é um instrumento acabado e nem tão pouco rígido, mas deve ser flexível afim de adaptar-se a realidade na qual está vocacionada. Barroso advoga que “a regulação do sistema educativo não é um processo único, automático e previsível, mas um processo compósito que resulta mais da regulação das regulações, do que do controlo directo da aplicação de uma regra sobre acção dos “regulados.” (Barroso 2005 p. 734)
Sérgio Chipato 

Ainda sobre o conceito regulação enquanto ato de regular, significa o modo como se ajusta a ação (seja  mecânica, biológica ou social) a determinadas finalidades traduzidas sobre a forma de regras e normas definidas. No  domínio educativo, está associado ao objetivo de consagrar um outro estatuto à intervenção do Estado na condução das política educativas. Com o desenvolvimento dos sistemas educativos, a regulação é encarada como uma função essencial para a manutenção do equilíbrio de qualquer sistema (físico ou social), pois  permite identificar os problemas, analisar e tratar as informações relativas a um estado de desequilíbrio, e transmitir um conjunto de ordens coerentes a um ou vários dos seus órgãos executores.
Saliento que, na maior parte dos países ocidentais a oferta pública coexistiu com a oferta privada, e neste sentido o Estado assumiu o papel de regulador de ambas nos mais diversos domínios, nomeadamente nas funções de inspeção, conceção e desenvolvimento do currículo, avaliação externa, na certificação de manuais e conteúdos educativos.  
 Susana


José Augusto Pcheco: Estrutura curricular do sistema educativo português




terça-feira, 22 de dezembro de 2015


Paradigma da aprendizagem ao longo da vida.

A aprendizagem ao longo da vida significa que a vida e a aprendizagem avançam ou deveriam avançar a par e passo isto é evoca a necessidade do homem aprender ao longo de toda a vida, do berço a sepultura.

“A educação ocupa cada vez mais espaço na vida das pessoas à medida que aumenta o papel que desempenha na dinamica das sociedades modernas…” Quanto mais conhecimentos  possui uma pessoa, mais possibilidades tem de ascender socialmente. E mais pessoas formadas tem uma nação, mais massa crítica tem para impulsionar o desenvolvimento do pais.
Com a evolução rápida do mundo, só poderão acompanhar e perceber as mutações que nele se operam aqueles que tiveram os conhecimentos atualizados para poderem se encaixar nos principios ou fundamentos da nova política do Conselho  da Europa que são: a igualização- a participação e a globalização.

A igualização- Numa sociedade, o conhechecimento ou nível de instruçao são fatores de inclusão e coesão sociais e de igualdade de oportunidades com todos os cidadãos com as mesmas qualificações.

A participação - A condição para uma participação ativa em qualquer projeto ou atividade, é ter conhecimentos e competências para que  a contribuição possa dar resultados palpapáveis, mas a valorização dos quadros não fica para trás sob pena de haver fuga de cérebros como reconheceu a estratégia de Lisboa:
Actualmente, a competitividade e o dinamismo são dois domínios onde a EU evidencia um atraso relativamente aos Estados Unidos. A educação e a formação devem desempenhar um papel decisivo para atrair e manter na Europa as pessoas altamente qualificadas. A diferença entre a produtividade na UE e nos Estados Unidos continua a agravar-se. Para inverter esta tendência, são necessários investimentos na I&D e nas TIC, bem como no "desenvolvimento do capital humano".
Comunicação da Comissão. Investir eficazmente na educação e na formação: um imperativo para a Europa, Janeiro
de2003, p. 6

A globalização- Formação de cidadãos do mundo, neste aspeto esses devem ter o saber fazer, o saber ser eo saber vover juntos.
Por isso na aprendizagem ao longo da vida não devemos por de lado os professores, a sua formação e os meis de informação e  de comunicaão ou seja as Tic.

Para terminar citações de: Educação um tesouro a descobrir.

“O conceito da educação ao longo da vida é a chave que abre as portas do sec.XXI. Ultrapassa a distinção tradicional e educação permanente. Aproxima-se de um outro conceito proposto com frequência: o da sociedade educativa, onde tudo pode ser ocasião para aprender e desenvolver os próprios talentos.”

“ Em suma, a educação ao longo de toda a vida, deve aproveitar todas as oportunidades oferecidas pela sociedade.”

 Bibliografia:
Educação um tesouro a descobrir- Jacques Delors
https://www.google.com/search?q=Paradigma+da+aprendizagem+ao+longo+da+vida&ie=utf-8&oe=utf-8


Algumas passagens das intervenções dos colegas

A cimeira de Lisboa, realizada em março de 2000, chegou à mesma conclusão. Sendo certo que a Europa entrou na Era do Conhecimento, os sistemas de educação e formação deveriam igualmente acompanhar as mutações sociais, económicas e culturais, com implicação direta na aprendizagem, no trabalho e na própria vida. Foi então defendido que para a Europa se tornar mais competitiva, era fulcral investir na Educação/Formação e na mobilidade.
   Rogério
 Entre as numerosas e complexas transformações que atravessam a sociedade europeia, distingue três "choques motores" -  o choque da sociedade da informação, o choque da mundialização e o choque da civilização cientifica e técnica.
    O choque da sociedade da informação - tem como repercussão transformar a natureza do trabalho e a organização da produção, de onde decorre a necessidade de o individuo se adaptar não só a novos instrumentos técnicos mas também à evolução das condições de trabalho;
     O choque da mundialização - que subverte os dados da criação do emprego e anula as fronteiras entre os mercados de trabalho. A manutenção do modelo social europeu pressupõe uma elevação geral das qualificações;
      O choque da civilização científica e técnica - apesar do seu efeito geralmente benéfico, gera um sentimento de ameaça e receios irracionais na sociedade.
        Dai o facto de entre as numerosas e complexas transformações que atravessam  a sociedade europeia, o Livro Branco distingue estes três factores.
        Segundo ainda o Livro Branco, é construindo o mais rapidamente possível a sociedade cognitiva europeia que poderá ser atingido o objetivo de uma Europa capaz de contribuir simultaneamente para modificar a natureza das coisas à escala planetária e preservar plenamente a consciência individual.
        Julgo ter deixado aqui mas detalhes em torno da questão colocado pelo professor.
 António Miguel

"Falar de educação para vida implica estar comprometido com o aprender, que resulta da nossa necessidade de acompanhar as transformações que vão se operando a nível dos contextos sociais."
Daniel Vieira




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Tema II- Modelos e Tendências Evolutivas dos Sistemas Educarivos
               Paradigma do Sistema Educativo-  Ken Robinson


Estes filmes nos relatam a problemática dos sistemas educativos desde o século XIX; como eram como são e como deveriam ser. Falam na necessidade de reformar os mesmos para adequa-los as exigências dos tempos que correm. Isto é não utilizar as soluções de ontem para os problemas de hoje. Que o sistema ou os sistemas educativos atuais foram desenhados, concebidos e estruturados para uma época diferente isto é na era da revolução industrial. Por isso o sistema estava modelado nos interesses dos industriais. 
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-institucionalização do ensino público;
-tomada de consciência da necessidade de mudança;
-ter um título universitário, sinónimo de emprego;
 -distração dos jovens pelos excessivos fluxos de informações,
-sistema obsoleto,
-sistema de exclusão,
-sistema elitista,
-sistema não preparado,
-alienação de milhões de crianças,
-escolas criadas a imagem das fábricas…
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 Palavras -chave -sistema, exclusão, obsoleto, substituição, reforma, mudança de paradigma, criatividade, desastre.
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A análise que se fazer aqui é mais para evidenciar o ponto comum de muitos sistemas educativos que é a necessidade de reforma sentida em todos os países como se pode nos diferentes discursos a que assistimos nos filmes observados.
Se é unânime atribuir tantos qualificativos pejorativos aos sistemas educativos como sistemas obsoletos, de exclusão, desastroso, elitistas, não preparados para o futuro, alienador de milhões de crianças, resta não só reformá-los mas substituí-los como dizia Bill Gates:” Não podemos reformar o sistema do ensino público, nós precisamos de substituí-lo completamente”. Porque comentava alguém, ele foi concebido para preparar as pessoas para ontem e não para amanhã. Resta agora saber como? Como podemos mudar a educação para tornar as crianças mais criativas e obedientes? Talvez ensinando-as a pensar. São questões que se colocam aos decisores políticos com poder para mexer nos sistemas educativos. Propondo eles soluções económicas e culturais para que se possa responder a outras perguntas tais como: Como educar as crianças para que encontrem o seu lugar na economia do sec. XXI ou como educá-las para que tenham um sentido de identidade cultural e de cidadão do mundo enquanto parte do processo de mundialização?

O impacto das tecnologias digitais nos Sistemas Educativos

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) trouxeram mudanças profundas não só no espaço escolar como também na educação em geral. Pois a articulação desses métodos interativos junto às várias áreas do conhecimento favorece o aprendizado dos discentes. A inserção das mediações tecnológicas possibilitou a criação de novas formas de aprender independentemente da localização do sujeito aprendiz. Existe um expressivo quantitativo de possibilidades de uso dessas tecnologias em prol da educação, a qual com o advento mediático pode desenvolver a autonomia no sujeito que aprende.
A atual sociedade exige um novo tipo de indivíduo, seja no âmbito econômico ou social. Isto acontece devido às tecnologias que estão a influenciar as transformações no mercado de trabalho, educação e relações interpessoais. Em virtude disso as pessoas devem estar aptas a lidar com as inovações tecnológicas, principalmente os docentes, pois essas ferramentas, sob um olhar crítico, nas mãos deles poderão tornar-se, cada vez mais, ferramentas pedagógicas, no intuito de preparar seus alunos para o futuro.
 Graças as Tics, surgiu a Educação a Distancia (EAD), que com as diversas formas de mediatização educativa está a formar pessoas capazes de gerenciar seus próprios estudos, ou seja, autonomia no processo de aprendizagem. Tal modalidade é bastante eficiente, pois ela abrange inúmeros discentes ao mesmo tempo em que ultrapassa as barreiras geográficas.
Segundo Wickert (2004) "A educação a distância é uma forma de promover o aprendizado e a democratização do conhecimento, através da utilização dos meios tecnológicos". E todas essas inovações tornam urgente a busca de aprimoramento por parte dos professores, para que eles trabalhem de forma criativa com a finalidade de ganhar a atenção de seus alunos e facilitar o aprendizado dos mesmos.
De acordo com o que foi visto, pode-se concluir que a importância das TICs no processo de aprendizagem e a introdução delas no ambiente escolar, é uma maneira de contextualizar a educação com a sociedade moderna. Porém, o uso desses instrumentos no ambiente escolar contribui à aprendizagem eficiente se forem bem aplicadas, e isso requer criatividade, consciência crítica, capacitação, ou seja, competência para que as Mídias, transmissores de informes, contribuam à democratização das oportunidades de aprendizagem.
Os professores deverão ser formados, capacitados  dessas novas ferramentas afim de poderem estar ao nível da situação atual sob pena de serem ultrapassados pelas novas gerações. Para não devem resistir a inovação,  devem abraçá-la porque só facilita o seu trabalho de todos os dias porque ele passará a ser um simples orientador dos alunos na construção dos saberes. 
A integração das Tic's vai:
-favorecer o sucesso escolar e a igualdade de oportunidades,
- desenvolver a autonomia dos alunos,
- catalisar práticas inovadoras na turma,
-facilitar as aprendizagens individualizadas, colaborativas e criativas,
-inovar no ensino com a utilização de uma pedagogia numérica mais ativa e criativa.
-facilitar a  colaboração e a aprendizagem de pares
-desenvolver a competência -chave, nomeadamente numéricas e transversais,
-preparar os jovens para a sociedade numérica na qual deverão formar-se regularmente através das plataformas de e-learning
-melhorar a comunicação entre todos os parceiros educativos
-tornar a escola mais viva entre outras vantagens.
Bibliografia
 A educação um tesouro a descobrir (Jacque Delors
      www.missionfourgous-tice.fr
      htts//www.youtube.com/ vatch?


sábado, 14 de novembro de 2015

Modelos e Tendências Evolutivas dos Sistemas Educativos



Algumas definições:
I- Sistema
“Um sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interrelacionados que interagem no desempenho de uma função. É uma definição tão abrangente que pode ser usada em uma grande variedade de contexto (…)”
sistema
Do latim systema, um sistema é “um conjunto ordenado de elementos que se encontram interligados e que interagem entre si. O conceito é utilizado tanto para definir um conjunto de conceitos como objetos reais dotados de organização.”
Para Ferdinand de Saussure, um sistema é “uma totalidade organizada, formada por elementos solidários que não podem ser definidos uns em relação aos outros, senão em função do seu lugar no nessa totalidade”..
Segundo Ladrière, sistema é um “objeto complexo formado de componentes distintas ligadas entre elas por um certo número de relações”.
II- Sistema educativo
O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação.[1]
O sistema educativo desenvolve-se através de um conjunto organizado de estruturas e de ações diversificadas, por iniciativa e sob a responsabilidade de diferentes instituições e entidades, públicas e privadas.[2]
Entendendo um sistema como um conjunto de elementos organizados para a prossecução do mesmo fim, o sistema educativo[2]pode ser definido como um conjunto integrado de estruturas, meios e ações diversificadas que, por iniciativa e sob a responsabilidade de diferentes instituições e entidades públicas, particulares e cooperativas, concorrem para a realização do direito à educação num dado contexto histórico[3].

Um pouco de história
…., a educação é algo que muitas pessoas em países desenvolvidos ganham certo reconhecimento, mas não há muito tempo, qualquer forma de educação era em grande parte reservada para a elite e ricos da sociedade, e particularmente, aos filhos de tais famílias.
Ao longo dos anos este fator mudou para melhor, e a educação se tornou comum para homens e mulheres em muitas partes do mundo. Contudo, há ainda um longo caminho a seguir antes que todos tenham acesso igual à educação.
No início desta década, mais de 130 milhões de adolescentes e crianças em todo o mundo estavam fora do sistema de ensino, segundo as Nações Unidas. Esta quantidade representa o quanto longe se está de alcançar um sistema real de educação global.

Os desafios da Educação 
No quadro da sociedade organizada a partir do paradigma do conhecimento, como vimos, o fator educação assume papel fundamental nesse processo. É ela que dá suporte ao esquema dessa sociedade procurando criar novas formas de conhecimento, pois essa é a mola propulsora que mantém esse tipo social.
É certo que a realidade do mundo atual requer um novo modelo de pessoa, que vai atuar como profissional, membro de uma família, e até mesmo como cidadão inserido nessa sociedade, de maneira bem distinta do que era antes. O que coloca para a escola uma série de novos desafios.
O dia-a-dia escolar não mais deve ser pautado no ensino de conceitos e fórmulas prontas, o que a sociedade da informação requer, é muito mais que o aprender a fazer, o que ela demanda é o aprender a aprender. Não se trata apenas de ter acesso a informações prontas e acabadas, e sim de saber encontrar o conhecimento em diferentes fontes e, mais que isso, saber manejar dados transformando-os em informações e difundindo-as em forma de conhecimentos para resolver diversos tipos de situações problemas que antes não eram encontradas.
A construção do conhecimento, baseado nas novas competências do período atual implica repensar a escola. A informática se destaca nesse processo, sendo uma das principais formas de aproximar a escola à sociedade de hoje com sua complexidade e volatilidade. (…)
Os sistemas educativos devem evoluir no sentido de privilegiarem mais a imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa entre outros aspetos que normalmente não são tão trabalhados e desenvolvidos por se dar prioridade, na maioria das vezes ao conhecimento abstrato. A aposta nestas vertentes contribuirá para que a educação não funcione como um fator de exclusão social ao contrário daquilo que é a sua missão, na sequência do insucesso escolar que gera situações marginais na vida das sociedades. RAMOS,C.(2007)
Para vencer esses desafios, os sistemas educativos devem ser:
-flexíveis, proactivos, capazes de utilizar as Tics na sua máxima extensão,
-ter capacidade de adaptação a mudança constante,
deve funcionar como elemento agregador de indivíduos quer na perspetiva de enriquecimento do saber, quer no exercício ativo da cidadania.
Isso me leva ao filme “Educação Proibida” com as reivindicações dos jovens que vou retomar aqui como apresentadas na análise que fiz a propósito do filme.
Os pais querem que os filhos sejam a imagem daquilo que foram
que optem pelas áreas que eles pais escolherem, que sejam obedientes “cegamente”.
Os filhos não aceitam e apresentam um caderno reivindicativo com vários pontos como por exemplo.
-os professores e os pais não os escutam;
-as coisas que aprendem não têm nenhum aproveitamento;
-a escola não lhes ensina como enfrentar a vida, as dificuldades;
-os pais querem impor lhes escolhas;
-exigem liberdade. 

Recomendações
“O respeito pela diversidade e pela especificidade dos indivíduos constitui, de fato, um princípio fundamental, que deve levar à proscrição de qualquer forma de ensino estandardizado. Os sistemas educativos formais são, muitas vezes, acusados e com razão, de limitar a realização pessoal, impondo a todas as crianças o mesmo modelo cultural e intelectual, sem ter em conta a diversidade dos talentos individuais. Tendem cada vez mais, por exemplo, a privilegiar o desenvolvimento do conhecimento abstrato em detrimento de outras qualidades humanas como a imaginação, a aptidão para comunicar, o gosto pela animação do trabalho em equipa, o sentido do belo, a dimensão espiritual ou a habilidade manual. De acordo com as suas aptidões e os seus gostos pessoais, que são diversos desde o nascimento, nem todas as crianças retiram as mesmas vantagens dos recursos educativos comuns. Podem, até, cair em situação de insucesso, por falta de adaptação da escola aos seus talentos e às suas aspirações”. (J. Delors 1998 Um tesouro a descobrir p. 54 et 55)
Segundo RAMOS, C., para vencer esses desafios, os sistemas educativos devem ser:
-flexíveis, proactivos, capazes de utilizar as modernas tecnologias de informação e comunicação na sua máxima extensão,
-ter capacidade de adaptação a mudança constante,
-devem funcionar como elemento agregador de indivíduos quer na perspetiva de enriquecimento de saberes, quer no exercício ativo da cidadania.



Referências